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Co.liga lança cursos gratuitos sobre inteligência artificial para profissionais da economia criativa e da cultura

Iniciativa da Motiva e da Fundação Roberto Marinho busca qualificar uso da IA em produções criativas

Publicado em: 03/03/2026

As inscrições estão abertas para dois cursos digitais e gratuitos da co.liga sobre inteligência artificial (IA), ampliando sua oferta formativa na área de cultura, tecnologia e economia criativa. As novas formações propõem uma abordagem prática: exploram desde a experimentação de ferramentas de IA até sua aplicação na concepção, estruturação e execução de projetos criativos. Mais do isso: essa iniciativa democratiza o acesso a cursos de IA para toda a sociedade em nosso país. O lançamento é resultado da parceria entre a Motiva, por meio de seu instituto, e a Fundação Roberto Marinho. 

Nos últimos dois anos, as buscas por inteligência artificial dispararam e transformaram o tema em um dos mais pesquisados na internet, segundo o Google Trends. No Brasil, diferentes ferramentas se popularizaram, sobretudo para atividades de estudo e trabalho. Ainda assim, a IA costuma ser vista como concorrente nos processos criativos, seja na produção de textos e imagens ou na elaboração de ideias. Diante desse cenário, surge a pergunta: como usar a inteligência artificial para fortalecer a autoria e ampliar as possibilidades de criação na economia criativa? 

Para a presidente do Instituto Motiva, Renata Ruggiero, a iniciativa reforça a visão da Motiva sobre o potencial da inteligência artificial para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. “As soluções em inteligência artificial têm grande potencial para ampliar o acesso a novas oportunidades e reduzir desigualdades sociais e territoriais. Quando aplicada à mobilidade urbana, pode torná-la mais inclusiva, sustentável, rápida, confortável e segura, transformando o transporte em um direito efetivo e motor para a mobilidade social”, avalia a executiva. 

Aberta para qualquer pessoa interessada, a iniciativa, além de democratizar o uso da tecnologia para milhares de brasileiros, reforça as ações de letramento digital da Motiva para os seus colaboradores, em linha com a sua estratégia de investir R$ 1 bilhão em inovação até 2035 no contexto da indústria 5.0. 

“A vertical de Inteligência Artificial da co.liga nasce para ampliar repertórios, ferramentas e contextos de uso da IA generativa na criação de projetos criativos, combinando experimentação prática, pensamento crítico e autoria. A proposta se organiza em dois cursos complementares, que dialogam entre si e aprofundam diferentes dimensões do fazer criativo com tecnologia”, explica a supervisora de inclusão produtiva da Fundação Roberto Marinho, Alzira Silva. Ela conta que o grande diferencial das formações é pensar a IA frente as oportunidades e desafios específicos da economia criativa.  

No curso ‘Criando um Projeto Criativo com IA Generativa’, o estudante percorre o passo a passo de um projeto criativo completo. A jornada passa pela pesquisa, ideação e estratégia criativa, usando a tecnologia como parceira na organização de referências e na geração de ideias. Ao longo do percurso, o foco está no planejamento, na execução e no desenvolvimento do projeto, com apoio de ferramentas de IA para testes, protótipos e ajustes. Nos módulos finais, a atenção se volta para a finalização, a apresentação e a criação de estratégias de comunicação, além de um momento de avaliação e reflexão sobre o processo criativo, reforçando o uso intencional e autoral da tecnologia. 

Experimentações Criativas com IA Generativa’ é uma formação que aprofunda o contato com ferramentas e linguagens. A formação explora como as ferramentas de IA podem ser incorporadas à escrita criativa, à criação de imagens e ilustrações, à composição musical, ao trabalho com áudio e à produção audiovisual, sempre em fluxos híbridos que preservam decisões humanas e ampliam possibilidades expressivas. O percurso se completa com um debate sobre ética, autoria, vieses algorítmicos e acessibilidade, convidando estudantes a construir referenciais próprios para criar com responsabilidade, diversidades e visão de futuro. 

Nome reconhecido na área de tecnologia, Giselle Santos é especialista em inovação estratégica, inteligência artificial aplicada e transformação digital, e autora das duas formações de IA lançadas pela co.liga. Para ela, a inteligência artificial produz desafios, mas também oportunidades significativas no campo da cultura e criatividade.  

“A IA pode tornar as obras mais acessíveis, reduzindo custos de infraestrutura e facilitando recursos como legendagem e audiodescrição. O próprio processo de criação pode ficar mais ágil, escalável e eficiente, inclusive na curadoria. Além disso, a IA permite maior rastreabilidade dos trabalhos, com o uso de tecnologias como o blockchain, que ajudam a registrar e acompanhar a autoria. Ou seja, ela traz ganhos importantes de escala e organização para quem produz”, avalia Santos,  

O uso crítico da IA

“A IA tem alterado a nossa percepção sobre criatividade e produtividade. O risco não está na máquina criar, mas em supervalorizarmos o que é rápido e performático e deixarmos de lado a qualidade, a intenção e a responsabilidade autoral”, avalia Giselle Santos. 

Para ela, a inteligência artificial não substitui repertório nem contexto. “Ser criativo não é gerar 50 mil opções com um prompt. É fazer escolhas, sustentar uma linguagem e assumir a coautoria com a máquina. Precisamos discutir IA para não confundir velocidade com qualidade, e para que o sul global não seja apenas consumidor, mas preserve sua história e sua memória coletiva”. 

O desafio de reconhecer o que é, ou não, produzido por IA está no centro do debate atual. A questão impacta o enfrentamento à desinformação e, também, a produção cultural, que pode se tornar padronizada e reproduzir estereótipos. Para Giselle, há ainda um ponto sensível: a invisibilização do trabalho humano. “A máquina acelera e produz em escala, mas nunca é só um clique. Há pessoas por trás, revisando, moderando e corrigindo. O risco é achatar a importância do ser humano nesse processo.” 

Segundo ela, os cursos combinam experimentação prática com reflexão crítica, fortalecendo o letramento digital e preparando profissionais para utilizar a IA de forma estratégica, ética e consciente. Os cursos são abertos a qualquer pessoa com cadastro na plataforma e oferecem certificação. As duas formações já estão disponíveis no site da co.liga

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Estão abertas inscrições para edital da co.liga de experiência profissional na COP 30 em Belém

Selecionados vão receber formação e bolsa auxílio para atuar na Zona Verde da Conferência da ONU; Iniciativa é da OEI e Fundação Roberto Marinho A Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e a Fundação Roberto Marinho, por meio da co.liga, abrem nesta segunda-feira, 13 de outubro, as inscrições para o edital Inclusão Produtiva na COP 30. A iniciativa vai selecionar 20 jovens de 18 a 29 anos, moradores de Belém do Pará, para uma jornada formativa que une qualificação técnica e experiência prática durante a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que será realizada na cidade entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025. Leia o edital e faça sua inscrição! Os selecionados vão atuar na GreenZone, ou zona verde, espaço da conferência aberto ao público, que conecta sociedade civil, instituições públicas e privadas e líderes globais em diálogo sobre questões climáticas. Os jovens serão alocados em três frentes de atuação: comunicação, produção e receptivo. Cada um receberá uma bolsa de R$ 2.500, para apoiar custos de alimentação e transporte durante a participação no evento. Além da vivência prática, a formação inclui cursos online, masterclasses, uma oficina preparatória e o acompanhamento de profissionais com experiência em grandes eventos internacionais. Juntas, as etapas de formação e prática acontecem entre os dias 4 e 21 de novembro, sendo necessário que os candidatos tenham disponibilidade durante o período. “A COP30 será um marco histórico para o Brasil e para o mundo, e ter a oportunidade de inserir as juventudes amazônidas nesse processo é uma ação de grande potência transformadora”, avalia Alzira Silva, supervisora de inclusão produtiva da Fundação Roberto Marinho. Ela completa: “Por meio da co.liga, estamos criando pontes para que jovens de Belém possam viver uma experiência prática de trabalho com a comunidade internacional, unindo formação técnica, soft skills e prática profissional em um dos maiores eventos sobre mudanças climáticas do planeta. Este edital reforça a missão da Fundação Roberto Marinho de não deixar ninguém para trás e de apostar nas juventudes como agentes centrais na construção de futuros mais justos, sustentáveis e diversos”. Parte das atividades de formação acontecerá em formato remoto, exceto pela oficina, que será realizada na Casa Futura, espaço recém-inaugurado pelo Canal Futura no bairro Nazaré, em Belém. Já a Zona Verde da COP 30 está instalada no Parque da Cidade. A disponibilidade para acompanhar todas as atividades é critério para a seleção dos vinte participantes. Para a gerente de Cultura e Direitos Humanos da OEI no Brasil, Jane Diehl, "a participação de jovens paraenses no espaço Ibero-América Viva durante a COP30 é um privilégio para a OEI. A parceria estratégica com a FRM enriquece nosso evento com o potencial criativo e inovador da juventude, ao mesmo tempo que oferece uma valiosa experiência internacional que une formação técnica e inclusão, contribuindo para a qualificação profissional desses jovens muito além da Conferência". As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas entre o dia 13 e 27 de outubro no site da co.liga: www.coliga.digital. Para isso, é necessário se inscrever na escola, completar o perfil e aplicar a candidatura para a oportunidade específica. Leia atentamente o edital e faça sua inscrição! Serviço - Calendário do editalPeríodo de inscrições: 13/10 a 27/10/2025Divulgação dos selecionados: 29/10/2025Início da formação: 4/11/2025Masterclass: 5 e 6/11/2025Oficina presencial (Casa Futura): 8/11/2025Vivência prática na COP30 (Belém): 10 a 21/11/2025Encontro de avaliação e sistematização da experiência: 26/11/2025Mais informações estarão disponíveis no site da co.liga: www.coliga.digitalSobre a OEISob o lema “Fazemos a cooperação acontecer”, a Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) é, desde 1949, o primeiro organismo intergovernamental de cooperação Sul-Sul no espaço ibero-americano. Atualmente, conta com 23 Estados-membros e 19 escritórios nacionais, além de sua Secretaria-Geral em Madri. Com mais de 650 projetos em andamento e mais de 400 convênios ativos de cooperação com entidades públicas, bancos multilaterais, universidades, organizações da sociedade civil, empresas e outros organismos internacionais, a OEI representa uma das maiores redes de cooperação da Ibero-América. Entre seus resultados, destaca-se a contribuição para a drástica redução do analfabetismo na região, com uma média de mais de 12 milhões de beneficiários diretos nos últimos cinco anos. Saiba mais: https://oei.int/ Sobre a Fundação Roberto Marinho A Fundação Roberto Marinho inova, há mais de 40 anos, em soluções de educação para não deixar ninguém para trás. Promove, em todas as suas iniciativas, uma cultura de educação de forma encantadora, inclusiva e, sobretudo, emancipatória, em permanente diálogo com a sociedade. Desenvolve projetos voltados para a escolaridade básica e para a solução de problemas educacionais que impactam nas avaliações nacionais, como distorção idade-série, evasão escolar e defasagem na aprendizagem. A Fundação realiza, de forma sistemática, pesquisas que revelam os cenários das juventudes brasileiras. A partir desses dados, políticas públicas podem ser criadas nos mais diversos setores, em especial, na educação. Incentivar a inclusão produtiva de jovens no mundo do trabalho também está entre as suas prioridades, assim como a valorização da diversidade e da equidade. Com o Canal Futura fomenta, em todo o país, uma agenda de comunicação e de mobilização social, com ações e produções audiovisuais que chegam ao chão da escola, a educadores, aos jovens e suas famílias, que se apropriam e utilizam seus conteúdos educacionais. Mais informações no Portal da Fundação Roberto Marinho. Saiba mais: www.frm.org.br. Sobre a co.ligaA co.liga é uma escola digital gratuita, como foco em cultura, tecnologia e economia criativa. Uma iniciativa da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil (OEI) com a Fundação Roberto Marinho e tem o Grupo Motiva, por meio de seu instituto, como parceiro mantenedor. A escola oferece, gratuitamente, formações em oito segmentos da economia criativa, além de uma área formativa transversal, com cursos sobre empreendedorismo, escrita de projetos, precificação, comunicação antirracista, entre outros. A escola busca atender, prioritariamente, jovens entre 15 e 29 anos, mas seus cursos são abertos para qualquer pessoa, em qualquer lugar do país ou do mundo. Atualmente, oferece mais de 50 formações, todas com certificação. Confira os cursos oferecidos pela escola no site: https://coliga.digital/

13/10/2025 - 19:15